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Tudo Mudou

domingo, 10 de março de 2013

Decatosectos Ecossonantes #008: VISITA À CASA DO SONETO





Photo from the blog THE AFRICA TRAVEL EXPERIENCE / HISTORY & CULTURE,  page GETTING TO KNOW SOWETO

Decatosectos Ecossonantes #008:
VISITA À CASA DO SONETO

Uma homenagem a todos os poetas ousados que corajosamente criam suas poesias, utilizando estruturas, formatos pré-estabelecidos e, mesmo ferindo suas rígidas regras, nos brindam com magistral lirismo e, ainda por cima, descobrem-se criando novos estilos.
A todos os poetas que abrilhantam o brisar deste surgente MOVIMENTO E ESCOLA RECANTISTA DE POESIA.

[AaaAbbA]-[BccBddB]-[CeeC]-[DffD]
(Letras minúsculas, rimas na mesma linha, ecossonantes

Fui visitar a casa do Soneto...
Toc! Toc! Há alguém em casa? Toc! Toc! Toc!
Aqui não está! Foi lá para Soweto,
Foi ver, de lá, toda magia, poesia,
da lavra, o lirismo, principal cateto.

Vejo que o têm desregrado,
compõem-no de qualquer jeito ou efeito,
vezes têm-no descaracterizado,
que, a despeito de sua estrofação, são
não o são, mas algo sonetoide soe.

Por outro lado, vou bem mais a fundo,
por que pôr poesia tão linda na Berlinda?
Não soneto, mas algo bem profundo! 

Não é feito o monge pelo que ele veste,
nem mesmo o formato a tal poema ou lema...
Mas ricos versos, os quais o Poeta investe.


Decatosectos é uma criação de Bosco Esmeraldo (Od L'Aremse). Para como neste estilo, clicar em Como compor DECATOSECTOS ECOSSONANTE http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/3319636.



segunda-feira, 4 de março de 2013

VEJO-ME EM TUAS LETRAS EM OLOGRÁFICAS ENTRELINHAS

LEIO-TE NAS ENTRELINHAS
VEJO-ME EM TUAS LETRAS
EM OLOGRÁFICAS ENTRELINHAS
MARGARETH D S LEITE
BOSCO ESMERALDO
ABABA-CAC-DEED-FGF-GHHG
ABABA-CAC-DEED-FGF-GHHG
Sutilmente em doces palavras
Tuas linhas escrevem ao coração...
São termos tangidos de tua lavra
São escritas na linha com emoção.

Na penumbra da escrita, ou claramente
Na umbra da tinta tuas letras são claras
Ao coração quando escreves subentende.

Já te vejo nas palavras dissertadas
Ou entrelinhas te entendo melhor...
São estrelas que brilham em amor
Não falseia nas linhas, quando expressas.

Tuas linhas são lindas escritas
Pois têm vida e toca na alma;
Ninguém “vendo”, mas estão entendidas.

Revestidas, são vestes de sedas,
No papel a pureza escreve...
Entrelinha tu falas tão leve,
Entre lindas linhas, letras ledas. 
Lendo aqui tão belos versos
que prendem minha atenção
até o fim, de frente, o anverso,
causa-me até comoção.

Lavrados em sangue tinta,
tal por fora, qual reverso,
indelével, nunca extinta.

Cada letra toma forma,
tão clara, assim tão normal,
perfeita que se conforma
como se fosse real.

Uma poesia sem igual,
Tanto talento que aninhas,
Tão certo sem desigual.

As figuras que alinhas,
se movem, em cada lampejo
que em tuas letras me vejo,
em olográficas entrelinhas.

domingo, 3 de março de 2013

Sonatilho #082: RAZÃO DE NOSSA EXISTÊNCIA






Sonatilho #082: RAZÃO DE NOSSA EXISTÊNCIA


Onda de porquês se me invade
Um desses é: “Por que existo?”
Não permito que se evade.



E busco por excelência,
Sem a qual, quase inexisto.



Deus deu-nos qual um depósito,
Vencer o mal, ter vitória,
Para o louvor de Sua glória,
Uma vida com propósito.



Razão de nossa existência.



Sonatilho é uma criação de Bosco Esmeraldo (Od L'Aremse) constante dos ALELOS ESMERALDINUS






quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sonatilho #081: OH, MINHA TERRA NATAL







Foto do autor: Casa Grande, MEMORIAL JOACA E TOINHA ROLIM
Vila JOACA ROLIM - MISSÃO NOVA -CE


Sonatilho #081: OH, MINHA TERRA NATAL


                       Com amor terno, distinto,
                   Terra onde nasci,
                   Amo e jamais será extinto.

                   Cada detalhe, total,
                   Onde vivi e cresci.

                   Verdes montes e campinas,
                   Teu pomposo bananal,
                   Empendoado canavial,
                   E tuas exaustas minas.

                   Oh, minha Terra natal!


Homenagem a Missão Nova, especificamente à Vila Joaca Rolim, Terra que me viu nascer.





domingo, 10 de fevereiro de 2013

Sonatilho #062: “REQUIESCANT IN PACE, FRANCISCO”




Sonatilho #062: “REQUIESCANT IN PACE, FRANCISCO”*
* 17/03/1960 – 10/02/2013 †

Inerte estou, a Deus meu espírito elevo,
Quis tanto dizer-lhes estas palavras em vida,
Saudades, pesares, tristeza já não levo.

Este térreo canto daqui já não me apraz,
O Céu é minha nova Pátria preferida.

Ganhei amigos, também dores, pedras e trilhos.
Feliz me despeço, pois vou pra Ti, ó Deus!
Vou para o Pai e aqui deixo o meu último adeus,
À minha herança maior, minha amada, meus filhos.

Estou indo para Cristo. Enfim descanso em Paz.

(*) Requiescant in pace = Descanse em paz

(*)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Univerbum #068: E SE? - ESPELHO DE UM HOSPÍCIO




Univerbum #068: E SE?

ESPELHO DE UM HOSPÍCIO


E se...?

Se eu
Fosse só.
Apenas um
Pensamento
De alguém?

Ou pior...
Se eu fosse
Somente
Um pensamento
De personagem
de inédita
História
Não escrita
Pré existente
Só na mente
De um pretenso
Para-escritor?
Pior!

E se...
Eu fosse
Um pensamento
De um pensamento
De um virtual?

De um ser
Ser pensado
Descartado
De uma personagem
Descartada
De outro ser
Tão virtual
Mentecapto
Abortado
Antes
De descer
Ao papel?
E se...
De repente
Eu não existo,
Da escuridade
Umbridade*
E de chofre
Me deleta
O ser pensante?
Simplesmente
Vou-me, fino,
de finininho
Me apagando
Me se...
..................................
.............................
….....................
…................
…..........
…....
.

(*) De umbra, estado sombrio, densas sombras, trevas.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sonatilho #061: UM CAMINHÃO DE SAUDADE




Sonatilho #061: UM CAMINHÃO DE SAUDADE

Do tempo bom, só lembranças
Que nos consola, destarte,
Desde que éramos crianças.

Dor no peito logo invade,
Deixa, sempre que alguém parte,
Um caminhão de saudade.


Amanhã, mais um ano sem o nosso Pai.
A saudade é cada vez maior.