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Tudo Mudou

quinta-feira, 19 de junho de 2014

DIA LINDO, NOITE ADENTRO




Foto: Deste autor


DIA LINDO, NOITE ADENTRO
Duoléxis #002 - Bosco Esmeraldo

Dia lindo,
Sol ardente
Sol poente,
Dia findo,
Se esvaindo...

Boa noite,
És bem-vinda,
Belo açoite.
Lua linda!
Bom pernoite!

Tão carente,
Aqui rindo...

Alto clamor,
Em pulsação,
Tum, coração.
Um primor!
Isto! Amor!

Me acelera,
Peito arde,
Sem quimera,
Mesmo tarde,
Doce espera...

Que primor!
Doce amor!

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COMO COMPOR UM DUOLÉXIS

Duoléxis (do gr. duo = dois, duas + Léxeis = palavras) é um estilo literário criado em 11/04/2014, pelo Poeta Bosco Esmeraldo.

1. Há três tipos de Duoléxis;
    Minimal, de 12 versos em 3 estrofes :
        Rimada[Estrofação]:
        ABBAA[5], CDCDC[5], BA[2]

    Singelo, de 24 versos em 6 estrofes :

        Rimada[Estrofação]:
        ABBAA[5], CDCDC[5], BA[2], DEEDD[5], FGFGF[5], ED[2]
    ou
    Estendido, de 48 versos em 12 estrofes:
        Rimada[Estrofação]:
        ABBAA [5], CDCDC[5], BA[2], DEEDD[5], FGFGF  [5], ED[2
        HIIHH5[5], JKJKJ5[5],  IH[2], LMMLL [5], NONON[5], ML[2].
             
2. Métrica não exigida;
3. Cada verso invariavelmente com apenas duas palavras.
4. Criatividade à vontade!
5. Permitido o uso de artigos, pronomes ou conectivos monossilábicos
    (preposição, conjunção). Estes não são considerados para o efeito de
    contagem de palavras, se fizerem parte obrigatória da expressão
    ou locução. Não se pode usar mais que dois monossílabos conectivos.

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NÃO ACEITAMOS RECLAMAÇÃO



Foto: hvestindosaude com br/wp-content/uploads/2012/08/zona-cerealista-pagando.jpg

     NÃO ACEITAMOS RECLAMAÇÃO

       Duoléxis #001 Estendido

          Que notificação!

          Informamos,
          Não aceitamos 
          Qualquer reclamação!
          Que amolação!

          Se pra menos,

          Declinada.
          De somenos,
          Mal-educada,
          Pelo menos.

          Não aceitamos

          Qualquer reclamação.

          Pra mais,

          Dá vontade,
          Por maldade,
          Ser sagaz,
          Bem pertinaz!

          _ Mas digo,

          _ Troco errado!
          _ Mas amigo,
             (De malgrado)
             Que pírtigo!

          Que sagaz

          Mais pertinaz!

          _ Já informei:

             Não aceitamos!
             Não aceitamos
          Então Protestei,
          Calmo falei:

          _ Troco errado!

          Sem culpa:
          _ Muito obrigado!
          Em desculpa,
          Bom grado...

          Então Protestei,

          Afobado fiquei.

          _ Fosse certamente

             Assim, favorável
             A mim, deplorável!
             És inconsequente,
             Ages impunemente.

          _ Fica a lição:

             Sejamos cordatos,
             Equânime ação,
             Jamais incautos!
             Que armação!

          Sejamos louváveis

          Agindo conscientemente.

          ************************************


Certa vez comprei algo no valor de R$ 3,50. Paguei com uma nota de

R$ 5,00. A moça do caixa devolveu-me um troco de R$ 46,50.
Saí contando o troco e logo percebi o equívoco dela:
_ Moça! O troco está errado. _ ela me interrompeu bruscamente:
_ Não sabe ler, rapaz? Eis na placa: "Não aceitamos reclamação"! _ e logo me ignorou.
_ Mas moça! Está err... _ ela interrompeu-me brusca e bravamente:
_ Que é que há, rapaz! Sabe ler, não? É analfabeto ou Mobral?
_ É que o troco... 
_ Mas que sujeito mais impertinente? Segurança!
_ Cama, Moça! Você me deu troco a mais! 
Ela mui desconcertada...
_ Oh, Moço! Me perdoe! Obrigada!
Já pensou quanta ignorância?

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               COMO COMPOR UM DUOLÉXEIS
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COMO COMPOR UM DUOLÉXIS


Duoléxis (do gr. duo = dois, duas + Léxeis = palavras) é um estilo literário criado em 11/04/2014, pelo Poeta Bosco Esmeraldo.

1. Há três tipos de Duoléxis;
    Minimal, de 12 versos em 3 estrofes :
        Rimada[Estrofação]:
        ABBAA[5], CDCDC[5], BA[2]

    Singelo, de 24 versos em 6 estrofes :

        Rimada[Estrofação]:
        ABBAA[5], CDCDC[5], BA[2], DEEDD[5], FGFGF[5], ED[2]
    ou
    Estendido, de 48 versos em 12 estrofes:
        Rimada[Estrofação]:
        ABBAA [5], CDCDC[5], BA[2], DEEDD[5], FGFGF  [5], ED[2
        HIIHH5[5], JKJKJ5[5],  IH[2], LMMLL [5], NONON[5], ML[2].
               
2. Métrica não exigida; 
3. Cada verso invariavelmente com apenas duas palavras.
4. Criatividade à vontade!
5. Permitido o uso de artigos, pronomes ou conectivos monossilábicos
    (preposição, conjunção). Estes não são considerados para o efeito de
    contagem de palavras, se fizerem parte obrigatória da expressão
    ou locução. Não se pode usar mais que dois monossílabos conectivos.

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Duoléxis - pronuncie "DuoLéksis".

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

EXTRATO ORTOPOÉTICO



EXTRATO ORTOPOÉTICO
Teoria Literária #039

TL: O que é um Extrato Ortopoético?
PBE: Extrato Ortopoético é mais uma criação do Poeta Bosco Esmeraldo, baseada ou uma variação do já existente Extrato Pó Ético. Este vem homenagear os Poetas e Poetisas Acrosticistas, em especial Fernanda Xerez e Angélica Gouvea, exímias nesta arte vertical, por isso “ 'orto' = vertical; 'acros' = topo, cabeça, início”.

TL: Como se procede?
PBE: Muito simples. Segue a estrofação, métrica e rímica do Extrato Pó Ético, ou seja:
  • 7,7 (ABBAACcDd);
  • 5,5 (EffGGE);
  • 5,5 (HIHIH);
  • 7,7 (JKLLKJMm);
  • Onde:
  • 7,7 = Estrofe de sete versos com versos de sete sílabas;
  • 5,5 = Estrofe de cinco versos com versos cinco sílabas.
  • Cc, Dc, Mm = versos onde ocorrem rimas internas, assonâncias ou aliteração. Ou seja, rima, repetição de sons ou proximidade sonona.

TL: E onde entra o acróstico nisto aqui?
PBE: Não é acróstico, propriamente dito, mas um provérbio, pensamento ou frase, de preferência original, escrita ortogonalmente, ou seja, na vertical, seccionada em sílabas que se tornam o início de cada verso. Veja exemplo no final.

TL: Só isso e mais nada?
PBE: Só mais duas coisas importantes.
  • O desenvolvimento do Ortopoético deve estar totalmente em consonância, de acordo com o sentido do provérbio ou frase vertical.
  • No final, deve-se destacar “entre aspas” o provérbio ou frase devidamente pontuado.
TL: Não acha isso tudo um tanto complicado?
PBE: Complicado, para mim, é não tentar e achar complicado. Tudo pode parecer difícil enquanto não se tenta fazer. Depois que experimentamos, vemos que nem eé como achávamos que seria. Assim, perdemos boas experiências. Assim, incentivo tentar, antes de desistir pela aparente dificuldade. Aliás, o autor está sempre à disposição, bem acessível para ensinar ou esclarecer qualquer dúvida.
TL: O que mais diria ao leitor?
PBE: Tente, pelo menos um. Verá que não assim tão difícil o quanto possa parecer. Espero ler você nessa nova maneira de escrever.

Exemplo:

O AMOR, DOM FULGENTE
Ortopoético #001:

DE uma coisa, com certeza
QUE isto faz valer a pena,
VAloriza, força plena,
LEvanta a informe beleza,
ASsume o bem com destreza,
SIMplifica, melhor fica,
SERvindo e mais, compartindo.

PAdecer, jamais!
CIdadãos se dão,
ENtre si cooperam,
CIentes co-lideram
Amando-se mais.

SER bem melhor devo,
COM os demais partir,
PASsar bem, o enlevo,
SIálico compartir,
VOborde relevo.

NO mínimo, ser prudente,
MIgar com o próximo os bens.
Nimbosa auréola do ente,
MOção em favor do doente.
PRU mado no amor (parabéns!).
DENde a afeição comovente,
TE revele, enleva e releva.

É grato servir, dom fulgente!

* * *


“De que vale assim viver? Paciência! Ser compassivo, no mínimo, prudente é!”

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

SENTINDO DEMAIS SAUDADES




SENTINDO DEMAIS SAUDADES

(Nas vésperas da partida de nossos filhos e netinhas)
Extrato Pó Ético #068:

Hoje nós nos divertimos!
De novo me fiz qual criança,
Até onde a energia alcança,
cada segundo investimos,
brincar, rodar, repetimos
e então, cantamos, dançamos,
nós, nossas diletas netas.

Vovô!, faz de novo!
Cansar? Nem pensar!
Fiz-lhes cataventos,
fomos buscar ventos,
Minhas forças em renovo...

_ Vovó, vem brincar!
Lagarta Pintada,
Ei, Vovô, vem cá!
Pisa Pilão e cada
vai se trocar.

_ Quelo ser Vovó agola,
_ Eu quelo fazer tapioca,
quelo passar bem manteiga!
Nos falam com voz tão meiga,
conquista e bem fundo toca,
no chão vem brincar de bola.
São tão puras! Que candura!


Saudades que enchem m'a teiga.



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Significado de Teiga

s.f. Espécie de cesto de palha.
Antiga medida para sólidos.
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Fonte:http://www.dicio.com.br/teiga/

sábado, 5 de outubro de 2013

CORAL ORNITOSSÔNICO DE PONTE ALTA



CORAL ORNITOSSÔNICO DE PONTE ALTA
Conto Nublar #081

Quem me conhece sabe de minha paixão por música desde minha mais tenra idade.

É verdade! Consigo tirar música até do mais profundo silêncio, quer dormindo, quer acordado. Coisa de louco? Talvez, mas prefiro dizer “Coisa de músico”, mesmo. Alguém já brincou comigo, dizendo que eu dançaria até discurso, dado o meu gosto por música e dança. Guardado certo exagero, não estavam, ao todo, errados.
Quando não estou fazendo música, certamente estou pensando em música, em alguma coisa a ela relacionada. Diferentemente de certos sítios políticos, aqui nunca termina em pizza, certamente ou termina em música ou poesia.

Hoje, o sol quase não marcou presença aqui em Ponte Alta. Passei o dia agasalhado, curtindo a brisa que soprava agradavelmente a 20º. Após o almoço, minha esposa me chamou para ver a cerração que se avizinhava já a um quarteirão de nós. Não longe daqui, ouvia o canto dos passarinhos que parecia não se preocupar com a baixa nuvem que se aproximava. Tudo indicava que não lhes atingiria ali onde estavam. Quem é músico, quando ouve qualquer tema musical, a primeira coisa que instintivamente faz, é identificar o tema, o andamento, a marcação etc. Percebi o perfeito sincronismo entre estas quatro espécimes que cantavam como se fossem regidos pela batuta de um Maestro. Certamente o mesmo Maestro que rege todo o Universo. Assim, a louvar o seu Criador, estão a cantar:


Maravilha! Os quatro estão a cantar em movimento quaternário, em anacruse, ou seja, começando a cantar, não no tempo forte do compasso (o 1º tempo), mas o João-de-Barro entra no 2º tempo, a Joana faz a marcação apenas nos tempos fortes. Bem-te-vi entra no 3º tempo pontuando-o, enquanto que o vem-vem faz percussão nos 3º e 4º tempos, numa sincronia tal que fico de queixo caído com tamanha perfeição. Em que escola teriam estudado notação e teoria musical para que dominassem a técnica de tal forma? Nenhuma, concluo, mas creio que os professores primitivos os estudaram e com eles muito aprenderam. O grande compositor e músico austríaco Johann Strauss, enquanto passeava de carruagem pelos Bosques de Viena, ouvira o trinado de um passarinho. Imediatamente pegou seu flautim e o imitou naquele mesmo trinado. Isto se repetiu por várias vezes e quando terminou o passeio, também acabara de compor sua famosa valsa Contos dos Bosques de Viena.


Começou a pingar e eu, superfeliz, já me preparava para criar coragem e tomar aquele banho de chuva como nos tempos de criança, quando Vento Sudeste sorri pra mim e diz: _ “Lamento te frustrar, Od, mas esta chuva já tem dono e destino certos: Oeste de Goiás. Fica para a próxima!”

ANDARILHO DO INFINITO


Foto: do Bing, site de busca

ANDARILHO DO INFINITO
Conto nublar #082

Acordei com sede de escrever. Mas sobre o que escrever? Que tema escolher? Um tema que as pessoas estivessem à procura e eu pudesse suprir essa busca ou algo que meu ser quisesse expressar e talvez ou não interessasse ao leitor? Resolvi segui minha intuição, embora não tivesse ainda nenhuma ideia em mente.

Plum! Sinaliza minha caixa de e-correio a chegada de uma nova mensagem. Mensagem vinda de alguém muito especial:

De: Miriam Malach Sheli*
Para: Od L'Aremse
Assunto: Espetáculo deslumbrante

Abro-a imediatamente. Um arquivo revisado para publicação. Uma sugestão irresistível: _ “Não deixe de olhar a tela do Bing. Está linda e irresistível e mudará em instante à primeira badalada da meia-noite.” _ Não me fiz de rogado e abri imediatamente a página sugerida. Um espetáculo deslumbrante e inspirador. Não contei conversa. Corri ao jardim em busca de meus Éolos Transportes. Por sorte, Sudeste passa por mim a 11Km/h e pergunta se peixe quer mar:

_ Uma carona, Od?

_ Claro! Passas no momento certo, como sempre!

Em instante estamos em cima, num grande tapete espelhado a refletir e, à la calidoscópio, começo a andar sem rumo nem direção, sem qualquer preocupação. Apenas quero desfrutar, milímetro por milímetro cúbico, cada naco daquele espaço. Nesse momento, uma curiosidade me aguça o pensar. Confesso que antes, por várias vezes já havia conversado com meus velcros e não soube responder, mas cá em cima, tenho a oportunidade de desvendar o mistério. Se ao nível das nuvens a temperatura é em torno de -40ºC, como consigo transitar livremente sem congelar e morrer num centésimo de um triz? Ainda pensando com volume máximo do meu pensamento, SE dá-me uma ilógica resposta que se traduziu na mais perfeita lucidez.

_ Muito simples, Od! Pelo mesmo motivo e razão que você veio, está aqui como veio, chegou e se locomove. É através dessa lógica ou ausência dela que ao entendimento se aclararam as ideias. “Capice!”

_ Captei a mensagem, sábio Vento! É como se fôssemos quais crianças e criássemos um “FDC”. “DJES!”

_ Pra que concorde ou não, esclareça o que são “FDC”, “DJES”, por favor!

_ Pois, sim, Sudeste (SE)! “FDC” = Faz de Conta e “DJES!” = Yes, sim.

_ Ah! Tá!

_ Aqui é como o meu sono REM. Como disse com propriedade a Ana Flor do Lácio em seu Soneto MEU REFÚGIO, MEU FADO: “... onde me faço e refaço”. Aqui posso apertar o botão da descarga e posso “blow down” (aliviar) todo o meu estresse. Cá me sinto livre leve e capaz de criar e viajar pelo Universo e explorar sem medo o Infinito tópico, até onde o Eterno permitir tanger. Algo que não me aflige é não ter resposta por tudo. Paradoxal? Pode parecer, pois estou sempre buscando e buscando aprender e saber até o que não preciso. Talvez não, por enquanto, mas no futuro, quem sabe? Mas me contento em saber só o essencial e ir somente até onde posso chegar.

Daqui de cima não existe utopia, pois já estamos dentro dela própria. Assim, deixou de ser inacessível. Agora o jeito é não abusar da onda para não perder a graça, mas fazer como devemos para com tudo o que é bom e gostoso. Nunca ir ao extremo, mas sempre guardar um pouquinho para servir de “courvert” na próxima vez. Gostava tanto de doce de leite que era capaz de comer, comer, comer sem me fartar. Resultado: enjoei de tal forma que agora, basta a metade de um naco, já me satisfaz plenamente. Aqui não há reservas nem horizonte utópico, pois o limite é nossa imaginação.

Então, voltando à paisagem paradisíaca, andei, andei e andei sem cansar. A paz invadiu-me sem reserva minha mente e meu interior. À graça e à misericórdia do Eterno, o Altíssimo, rendi-me sem reserva e lavou-me totalmente a alma. Deixou-me renovado o espírito, mais leve a flutuar. Quanta beleza, essa paisagem conseguir extrair e brotar como fontes, jorros aos borbotões! Novamente encontro amigos de todas as épocas nesse passeio não mais solo, porém na companhia de cada companheiro, amigos e irmãos. Como é boa a paz que brota do interior! A vontade que se tem é de sair a correr e soltar um esférico grito de glória e louvor:

_ “EU SOU LIVRE! EU POSSO AMAR! EU POSSO PERDOAR”.

_ “Eita que o homem endoidou de vez! Coitado! Ficou Pinel! Vai pra Jacarépaguá!” _ talvez dirão. E daí? A liberdade tem seu preço. O maior dele foi a vida do Filho de D'us! Ele se doou por nós. Loucura? Depende do prisma. Para mim é real felicidade.

Parece uma moviola. Só não dá para editar o filme. O filme de minha vida. Tenho que vê-lo no copião, com direito a “falha nossa”, “make off” e tudo o que se tem direito ou não. E ainda tem mais. Não existem cenas deletadas. Todas estão ali. Pelo menos não são públicas e o Altíssimo é a Ética em Pessoa. Se nos traz algo à tela mental é simplesmente para tratamento e cura. Como é bom servir-Te, Senhor! Felizes os que Te buscam e em Ti confiam acima de todas as coisas!

Sem brincadeira alguma, de repente, sinto flutuar qual pluma ao sabor do vento. Todo o fardo que antes me esmagava agora é como se nunca houvera carregado. Vou descendo, descendo lentamente até alcançar uma folha de Angelim do Cerrado, igualmente soprada pela brisa que me trazia até minha rede do alpendre norte. Ali, durmo um pouco mais até o cantar do primeiro galo.

(*) Miriam Malach Sheli* = do Hebraico - Maria, Meu Anjo;
      Eolo = Vento